Lucros e dividendos: a tributação das altas rendas como convite para olhar melhor para as operações que antes eram quase que automáticas
Não basta ter saldo na conta bancária, é preciso analisar se é a melhor alternativa. Entenda melhor:
Por: Giordana Giacomin, Contadora, Especialista em Estratégias Financeiras e Custos, Especialista em Contabilidade, Complience e Direito Tributário e estudante da Reforma Tributária.
7/9/20262 min read


Lucros e dividendos: a tributação das altas rendas como convite para olhar melhor para as operações que antes eram quase que automáticas.
A partir de 2026, a forma de distribuir lucros e dividendos no Brasil passa por uma mudança importante. Com a Lei nº 15.270/2025, valores pagos a sócios e acionistas poderão sofrer tributação, especialmente quando ultrapassarem determinados limites mensais ou anuais.
Mas, mais do que uma nova regra tributária, essa mudança traz uma reflexão importante para o empresário: a retirada de lucro não pode ser tratada apenas como uma decisão de caixa.
Durante muito tempo, muitos empresários olharam para o saldo bancário como se ele representasse, automaticamente, lucro disponível. Mas nem todo dinheiro em conta pertence ao sócio. Parte dele pode estar comprometida com impostos, fornecedores, folha de pagamento, financiamentos, capital de giro ou necessidades futuras da operação.
A nova tributação reforça algo que sempre foi essencial: para distribuir lucro com segurança, é preciso saber se ele realmente existe.
Isso exige contabilidade organizada, apuração correta dos resultados, separação clara entre pró-labore, lucro e caixa, além de planejamento para entender o impacto das retiradas tanto na empresa quanto na pessoa física dos sócios.
Na prática, a distribuição de lucros deixa de ser uma decisão isolada e passa a fazer parte da estratégia empresarial. O empresário precisará avaliar quanto pode retirar, quando pode retirar e quais efeitos essa decisão gera para a saúde financeira do negócio.
Essa mudança também valoriza ainda mais o papel da contabilidade consultiva. Em um ambiente tributário mais complexo, não basta cumprir obrigações. É necessário transformar os números em informação útil para decidir melhor.
Empresas que conhecem seus resultados conseguem se antecipar. Empresas que não acompanham seus números tendem a reagir tarde, muitas vezes quando o caixa já está pressionado e as decisões se tornam mais difíceis.
A Lei nº 15.270/2025 não deve ser vista apenas como mais um imposto. Ela deve ser entendida como um chamado para profissionalizar a gestão financeira, revisar a política de distribuição de lucros e fortalecer a relação entre empresa, sócios e contabilidade.
No fim, a pergunta principal não é apenas quanto imposto será pago.
A pergunta mais importante é: sua empresa sabe, com clareza, quanto lucro realmente pode distribuir sem comprometer o futuro do negócio?
Na G2 Valor, acreditamos que a contabilidade deve ir além do cumprimento fiscal. Ela deve ajudar o empresário a enxergar melhor seus números, proteger sua empresa e tomar decisões com mais segurança, consciência e visão de futuro.
G2 Valor
Contabilidade consultiva e inteligência estratégica para decisões seguras.
Contato
(49)98803 2011
giordana@g2valor.com.br
Concórdia/SC
Atendimento consultivo sob demanda
© 2026 G2 Valor-Parceria estratégica e decisões seguras para sua empresa.
CONTABILIDADE CONSULTIVA
